Coluna Surfocrata: Tríplice Coroa

Deixei passar um tempo considerável para falar disso. Nada intencional, apenas o tempo que me foge. Serei breve. Prometo!Brasileiros venceram o Pipemasters, a Tríplice Coroa e o Título Mundial no Hawaii. Sim amigos, no Hawaii!A trinca de ouro do Brasil não diminuiu o ataque que vinha eletrizando o mundo. Trinca que tem tudo para virar um quarteto fantástico já em 2016, com a sintonia fina que, não tenho dúvidas, virá para Ítalo.Mas permitam me concentrar apenas no Trio Maravilha e suas respectivas atuações na Tríplice Coroa.Filipe abriu os trabalhos em Haleiwa mostrando que está a vários passos a frente dos outros naquele tipo de condição. Não venceu por pouquíssimo num evento em que praticamente não competiu. Apenas surfou pensando no Pipemasters, relaxado, e mostrando um surf de altíssima performance, com velocidade, força e precisão.

Acabou perdendo o título mundial pros juízes, num garfo histórico. Mas eles não perdem por esperar…

Em seguida Medina mudou a história de Sunset Beach! Sim amigos, acreditem! Aquele floater no inside de Sunset com uns 3 metros servidos, voltando de layback no zero! Reflitam sobre isso um minuto.

É uma mudança de paradigma!

Acabou o respeito!

Aquele Sunset clássico, de pranchas grandes, cavadas demoradas e rasgadas lentas e que o Careca nunca ganhou, acabou! Gabriel acabou com a moral de uma onda lendária! Rebaixou-a a uma mera marola. Se pensam que isso não é significativo, pensem de novo…

E em Pipe o campeão do mundo de 2014 faz sua segunda final seguida no pico que fatalmente o consagrará num futuro próximo.

Mineiro é Pipemasters! Confesso que, apesar de imagina-lo campeão do mundo, nunca pensei que ele seria campeão do Pipemasters! Tom Curren não tem um desses! Mineiro tem…Potter não tem um desses! Mineiro tem…JJ não tem um desses…

Foda! Muito foda! A formula da humildade com perseverança não podia dar mais certo! Mineiro sabe que não é melhor que os caras, mas sabe que só precisa ser melhor que os caras durante aqueles parcos minutos de bateria!

Venceu e emocionou a todos que assistiram! Entendidos novos e velhos, leigos e jovens amantes do esporte gritavam a cada onda como se fossem os gols que dariam a virada nos 7×1 (coincidentemente o mesmo placar de MineiroxMedina)! Assisti as finais em tela grande e HD na Casa Urich, restaurante centenário do centro da capital carioca.

Todas as mesas ocupadas e urrando, repito, urrando a cada nota dos brasileiros. Um título mundial testemunhado como se deve, com a vibração do povo! Com punhos cerrados ao alto!

Confesso achei a nota pro aéreo do Medina um tanto exagerada. Cheguei a comentar com um colega advogado que assistia atento á final que em qualquer lugar do mundo aquele aereo seria uma nota alta, mas em Pipe o critério é tubo.

Bastaram poucos segundos para a juizada queimar minha língua. Creio que no fundo não faria a menor diferença. Mineiro dominaria a final, venceria Mick, Medina, um mutante de Curren com KS…enfim, o que viesse ele traçaria, já que estava destinado a ser campeão do mundo.

A história de Adriano de Souza merece um filme.

 

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Ivo Surfocrata. Pai, Atleticano Paranaense, Advogado, Surfista, Festeiro, Marrento, Bebedor de Cerveja, Curitibano, Metido a Comentarista de surf e de automobilismo, criador do blog surfocracia e iludido pela justiça.

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