Sereias do Outside com Dandara Franceschi

Menina de Ouro, Menina Sereia
É ela, dourada
Dourada Dandara
Que reflete seu brilho no mar ou na areia
.

Dandara Franceschi. Foto: Ingrid Decker

Dandara Franceschi. Foto: Ingrid Decker

Essa é a melhor descrição que encontrei para fazer uma matéria sobre alguém como essa gaúcha, que pode ser considerada uma local do mundo.
Com apenas 26 anos, muita determinação, amor pelo body board e vontade de conhecer novas ondas, Dandara Franceschi já percorreu grande parte dos picos dos sonhos de qualquer surfista: “Me sinto privilegiada e honrada. Óbvio que passei alguns perrengues, fui do céu ao inferno para atingir alguns objetivos, mas trabalhei, lutei, consegui e espero continuar conquistando”.

 

Dandara Franceschi. Foto: Carolina Lopes

Dandara Franceschi. Foto: Carolina Lopes

 

E haja labuta na vida dessa gata, que atravessou as fronteiras para morar em países como a Austrália, onde, com sua humildade e muita “surfissura”, foi camareira e garçonete, trabalhando 14 horas por dia, mas com a visão de que isso lhe permitiria conhecer os sabores da Tailândia e depois fazer uma surf trip com as amigas pela Indonésia.

Como se não bastasse, em outra ocasião, Dandara rompeu as barreiras da formanda com as melhores notas de sua turma de direito e foi à Nova Zelândia, onde se tornou fazendeira em uma plantação de kiwi, sendo promovida a supervisora em apenas um mês de trabalho, focada em juntar dinheiro para desbravar as ondas de Mentawai, Nias e Havaí: “Em Nias peguei tubos inesquecíveis, foi uma experiência melhor do que eu imaginava. Mas o Havaí foi um lugar que me fez repensar a minha vida com relação à qualidade do meu surf, de como às vezes a gente acha que já evoluiu, mas ainda tem muito pra aprender”, conta a body boarder, em sua constante busca pelo crescimento.

 

Dandara dropa as direitas de Nias. Foto: arquivo pessoal.

Dandara dropa as direitas de Nias. Foto: arquivo pessoal.

 

Definitivamente, desistir é uma palavra que não existe no vocabulário da leonina, que se reinventa entre desejos e anseios. O próximo desafio é começar a competir em campeonatos da sua categoria, seguindo os conselhos de toda a sua galera: “Eu competi muito tempo como nadadora. Acho que isso me instigou o gosto pela disputa. E como já surfo há uns 10 anos e sempre busco aprimorar minha performance, acreditei que me inscrever na prova das Filhas do Mar seria o ideal,  pois é um evento realizado num lugar que cresceu junto comigo, que é a Praia do Rosa, além de ser organizado por minhas amigas”, explica a gaúcha, que já começou levantando o prêmio de primeiro lugar no pódio, abraçando essa oportunidade: “Mesmo tendo apenas três concorrentes, essa sensação já me trouxe uma satisfação pessoal muito grande, e aí pensei: ‘Por que não?’ Todo mundo diz pra eu competir, então vou tentar”.

 

Dandara recebendo a premiação no Festival de Surf Feminino Filhas do Mar. Foto: Letícia Pedroso.

Dandara recebendo a premiação no Festival de Surf Feminino Filhas do Mar. Foto: Letícia Pedroso.

 

Guerreira, Dandara agradece por tudo o que somente uma família como a dela poderia lhe proporcionar: “Meu irmão, Pedro que já surfava e o meu pai, que tinha um longboard, foram os maiores incentivadores na minha fase inicial, que foi com uma pranchinha de esponja da minha irmã mais nova, a Vittoria, que eu até quebrei ao meio. Depois, a minha mãe me deu o meu primeiro body board. E meus pais também sempre me apoiaram e me deram todo o suporte para eu conseguir atingir meus objetivos”. E mantendo a vibe da gratidão, essa sereia conta que seu pico preferido é a Praia do Rosa, onde ela aprendeu a surfar e adquiriu o surf e a “PDR” como estilo de vida: “Não há nada melhor que acordar cedo, pegar umas ondas ou, pelo menos, tomar um banho de mar. Isso lava e acalma a alma”.

Dandara Franceschi. Foto: Ingrid Decker

Dandara Franceschi. Foto: Ingrid Decker

Como todo sonhador, Danda não se permite entrar na zona de conforto e se prepara para o que está por vir: “Uma das ondas que ainda quero surfar e me dá até frio na barriga em imaginar é Teahupoo”, uma onda que só alguém com essa “pilha” de surf consegue ter preparo para dropar.

Assistir Dandara surfando é praticamente um show: enquanto ela esbanja sua beleza exótica e perfuma o outside, solta uns 360 de um lado, rolos de outro, e instiga quem está ao seu redor.

Dandara Franceschi. Foto: Carolina Lopes

Dandara Franceschi. Foto: Carolina Lopes

 

Com toda essa experiência e personalidade, Dandara Franceschi está conquistando patrocinadores, como a marca Board Shore e a própria Drope Magazine, que sempre publicará as últimas notícias sobre ela.
E deixa a mensagem para os leitores: “Viva intensamente, como se não houvesse amanhã”.

 

Dandara Franceschi. Foto: Ingrid Decker

Dandara Franceschi. Foto: Ingrid Decker

*Não posso finalizar essa matéria sem um agradecimento especial à Carolina Lopes, que acordou às 5h30 da manhã de seu domingo de folga para colaborar na produção do nosso ensaio fotográfico, assim como ao meu grande amigo Ronaldo Nogueira, que mais uma vez confiou no meu trabalho para uma nova empreitada. Noix, my friends!

 

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Encontrei no jornalismo a minha paixão, a forma de descrever cada vibração, solto minhas palavras sempre com o coração. No esporte está a minha audiência, mas vai muito além disso, é onde sintonizo a frequência e coloco qualquer problema em ausência. Na fotografia está a forma de te mostrar meu mundo, clicando e clicando a cada segundo. E por isso eu junto tudo com o marketing digital, a transformação social e a conscientização ambiental. Porque eu acredito que há cura para o que há de mal.

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